Um camaradinha meu veio me perguntar se eu considerava importante investir no aprendizado de Java. Como adoro dar meus pitacos, falei para ele minha opinião e aproveitei para estendê-la (sim, minha opinião É orientada a objetos =D) a você, fiel leitor.
Sim, considero muito importante saber Java, mas não essencial. Vamos analisar as 3 situações apresentadas abaixo:
- Você quer trabalhar para uma grande corporação – neste caso, quanto mais Java você souber, maior será seu salário. Em SP gurus de Java são disputados a tapa pelas empresas recrutadoras. Hoje mesmo ouvi dizer que na Europa existe uma boa demanda por profissionais Java e não tenho dúvidas que nos EUA também haja. A linguagem em questão é robusta, direcionada a aplicações de grande porte e já nasceu para ser assim, então, é natural que as empresas a adotem como linguagem server-side.
- Você é bem criativo e tem idéias para fazer um ou mais produtos próprios – num caso como este, eu nem perderia meu tempo em olhar para o Java, pois o que eu preciso é de rapidez, tanto no aprendizado quanto no desenvolvimento. Minha escolha neste caso seria o Ruby on Rails, pois está provado que é a solução mais eficiente para um desenvolvimento rápido e escalonado, com fácil manutenção posterior. Eu olharia com atenção também para o Coldfusion, pois se você sabe Flex já está acostumado com a documentação das tecnologias by Adobe e com isso vai ganhar tempo. Ambas as comunidades de desenvolvedores são muito abrangentes e apaixonadas pela tecnologia.
- Você quer se tornar um especialista em Flex (EU!!!!) – neste caso não vai ter jeito: você terá que aprender um pouco de tudo e ganhar os projetos como sendo um especialista em Flex. Seu negócio é a interface e sua integração com o backend. Não será fácil, pois a maioria das vagas por aí exige que se seja especialista em tudo (front e backend), o que é um erro. Como o Flex se comunica com qualquer linguagem de desenvolvimento web, é conveniente que se saiba pelo menos um pouco de cada. Digo isso pois a integração do lado Flex, com o RemoteObject é praticamente igual, qualquer que seja a linguagem de servidor escolhida. Mas a camada AMF não. Então, no mínimo dos mínimos deve-se saber que WebORB atende .NET e PHP, alem de Java e RoR; que AMFPHP é exclusivo para PHP, que o Ruby on Rails tem o RubyAMF e assim por diante.
Se você é da turma FLEXível, já começou com o pé direito escolhendo uma das melhores plataformas para desenvolvimento de user interfaces. Já o seu futuro no lado do servidor, vai depender do tipo de trabalho que vc fará no dia-a-dia e acredite: vale a pena planejar sua carreira e focar nela. Eu só entendi isso depois que encontrei o Flex, ao qual dedico meus estudos a quase 2 anos.
Um grande abraço do Ved
Ved,
Concordo com o que você disse; Só acrescentaria o seguinte: quer quer “desenvovler logo” && “desenvolver uma cara bonita para seu sistema”, deve investir no aprendizado das tecnologias RoR e Flex, bem como sua integração;
Por outro lado, talvez um bom motivo para investir na integração Java + Flex é que, como já tem muita coisa “legada” em Java, em tese seria mais fácil “dar a cara do Flex” para essas aplicações já desenvolvidas (e a cara do Flex é ótima!)
Um forte abraço,
@Paulo Cassiano: um excelente complemento para o que eu disse! Obrigado!
Caro Fábio,
Não querendo ser do contra mas já sendo hahaha (a), conheço muito pouco de Java em si, o que procurei aprender sobre, foi o suficiente até o momento de me apresentarem o ‘glorioso’ C#.net
Realmente estas duas linguagens (JAVA e C#) estão em uma gama de discussão muito grande para serem abordadas em um mero comentário.
Mas dando prioridade aos pontos que você citou.
Eu até procurei algum link no pai(google) falando sobre o mercado .net na europa e EUA mas realmente acho que teria de dar uma ‘garimpada’ para por aqui. Mas creio que o mercado seja o mesmo, ou então no pior caso, um pouco inferior devido a tempo no mercado do JAVA.
Aqui no nosso querido pais existem sim grandes empresas que trabalham com o .net, assim como IBM e etc..
Sobre o Flex, como sou apenas um ‘garoto’ nessa bela ferramenta de desenvolvimento de interfaces, pelo que conheço e já desenvolvi não vi nenhum problema, alias vi soluções na integração com o mesmo.
E já falando sobre o que teu camarada lhe perguntou, em opinião literalmente própria aconselho ele a investir em .net (6)
Abraços, e desculpa tumultuar e ser do contra
cya
@Jotaefe – valeu o comentário, cara! Eu sei que o C# é excelente etc. e tal, mas eu não suporto a MS por isso sequer cito suas tecnologias. Mas foi importante alguém que gosta falar a respeito. Acho que o Saint deveria dar sua opinião por aqui tbem.
Eu pretendo sim aprender um pouco de C#, mas tenho outras prioridades no momento!
Pode ser q IBM adote várias tecnologias… mas sua essência é puramente Java. Prova disso é o Rational, IDE “pai” do Eclipse para desenvolvimento Java. Tb, conheço um professor da universidade aqui de maringá que trabalha home-office para a IBM (o sonho de todos nós, trabalhar home-office para uma empresa desse porte) e o cara só conseguiu isso pq domina Java.
Estou de mudança de emprego, indo para uma empresa que presta serviços para clientes europeus… e sabe qual foi meu diferencial? Java e Flex.
Java? A ilha? Sou burro feito uma porta, destemido amigo. Só me resta ouvir (ver) o posto do Johnny Cash.
Abraços.
@Mário Júnior: parabens cara!! E muito boa sorte no seu novo desafio!
@Enfil, aqui meu caro, é só nerdice 100%!
Concordo em partes com o que você disse, Vedovelli.
Não concordei plenamente só com o segundo caso… Não consideraria aprender Java como perder tempo. O aprendizado pode ser demorado mas vale a pena.
@Mário Júnior: Parabéns pelo seu novo emprego, boa sorte. E o professor que você falou é da UEM ou do Cesumar ?
Poderia falar também qual empresa aqui de Maringá trabalha com Flex ?
Um abraço !
… Olá pessoALL, legal os post, estou começando meus estudos de futriqueiro em flex, semp quis aprender flex, mas não conseguia material… o que deu o Star e meu switch cair em correr atras mais do flex foi um livro q encontrei meu q sem querer … Adobe flex builder 3 – conceitos e exemplos – por Daniel Pace…..ai comecei pesquisar mais no Mestre Google… e achei esses sites legais, q eu nem sabia q existia… então não sei nada quase… literalmente nada ainda… mas estou focado em duas coisas… aprender JAVA e FLEX… meio q por conta própria estou estudando pq no momento to sem $$$ pra facul e outros cursos… mas estou me matando pra aprender esses 2… e um grande abraço pro pessoal q compartilha o conhecimento!! Muito jóia isso!!!
abraços pra todos!
@Brian
É da CESUMAR, o Cesar Moro.
Por acaso vc é daki de maringá? Acho q a Elotech (onde trabalho atualmente, cumprindo aviso) vai precisar… hehehehe
Sempre curtir seus posts, este como sempre estava excelente. Parabéns.
@Mário: Programadores Java do Cesumar só conheço o Cleber Lecheta e o Arthur. Sim, sou de Maringá também. Por acaso a Elotech fica perto do hospital municipal ?
Desculpe-me pelo “post-chat”.
Abraço.
Concordo com você Ved que o Flex hoje como camada de visualização, nos sistemas web, é a melhor saída, mas a escolha do back-end também influencia.
Como o Flex é uma solução plugável com N variadades de serviços remotos, a gama de tecnologias aumenta e so temos a ganhar.
Isso permite que eu use meus skills de php, java, .net, rails ou python para interagir com minha interface.
EU acho muito importante que o desenvolvedor pelo menos conheça um pouco de cada linguagem e tenha uma que seja sua arma de guerra, aquela que ele destroi, assim nunca vai ficar preso a uma coisa e terá condições de encarar novos projetos com outras tecnologias sem medo.
Vida longa ao flex e fiquem de olho no que anda acontecendo no mercado de tecnologias …
[]‘s
@Brian: Fica perto do Muffato da av. Cerro Azul. E hoje (21/10) terá reunião da FlexIngá (AUG – Adobe User Group) na sede da Elotech, será um prazer recebê-lo. Entra em contato para mais informações: juninhog12 gmail com
juninhog12 at gmail dot com
Mário .. o visinho do meu irmão trabalha home-ofice para a IBM heheh … já bati longos papos com ele sobre Eclipse e quetais.
Um abraço