O mundo quer desenvolver para Android na mesma proporção que o mundo quer comprar apps para Android
Não é exagero meu dizer isso! Muitas pessoas com quem tenho contato estão desenvolvendo ou estudando. Tantas outras tem perguntado se desenvolvemos para Android ou se conhecemos alguém que o faz. Isso não é apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos, onde temos um bom representante.
Assim, cá estou eu, da mesma forma que fiz em 2006, quando larguei tudo o que estava fazendo e fui estudar Adobe Flex. Felizmente os tempos mudaram bastante nestes 4 anos e agora temos um mar de informações: documentação oficial, guia de referência oficial, blogs, grupos de discussão: só não aprende quem realmente não quer. Digo isso porque quem quer arruma tempo.
Não é apenas o desenvolvimento de forma nativa que possui recursos em profusão, mas tecnologias satélite, que gravitam em torno do sistema operacional do robô também possuem seus méritos: o HTML5 com frameworks como Sencha Touch e JQuery Mobile são excelentes alternativas. PhoneGap para gerar a partir do sua base de códigos HTML/CSS/JS uma aplicação nativa, não apenas para Android mas também para o iOS da Apple torna a vida de quem quer entrar para o desenvolvimento mobile mais fácil. Existe também o Titanium, com seu framework próprio, mas muito robusto… e que também gera apps nativas para mais de uma plataforma. Enfim: opções não faltam.
Minha escolha natural seria o AIR, pois sou bom conhecedor do Flex. Acontece que após tentar mais de uma vez, desisti de entrar no mundo Android por esta porta: o SDK do Flex para Android (E agora também Blackberry Playbook) está num estágio muito inicial de desenvolvimento, não provendo componentes suficientes, apesar de não limitar o desenvolvimento do que se precisar utilizando AS3. Pode até parecer intrasigência de minha parte, mas sinceramente não tenho tempo sobrando. Além da pequena oferta de componentes out of the box, os existentes não possuem interação completa com os recursos do Android. Um bom exemplo é o teclado. Num formulário mais extenso, não me foi possível contar com os botões “Next” no teclado nativo do Android e muitas vezes foi necessário sumir com o teclado para acessar um campo mais abaixo no formulário. Enough. Go go Java.
Desenvolvimento nativo: certeza de integração total
A instalação do ambiente é muito fácil de ser feita e em pouco tempo e alguns GBs em downloads depois, você tem condições de desenvolver para o SO do robô. São basicamente 3 instalações distintas: o conhecidissimo Eclipse, o Android SDK (que necessita de outros downloads posteriormente: farei um screencast a respeito) e o plugin para o Eclipse. Munido desses ferramentas, é só respirar fundo e estudar muito.
O fato de eu saber Flex e Actionscript3 tem feito com que meu aprendizado Android seja muito mais fácil e prazeroso. Cito dois pontos: 1. pensar em termos de interface de usuário, componentes, manipulação dos dados na interface. Tudo isso é conceito e é igual em ambos os mundos 2. A sintaxe do Actionscript3 ter sido fortemente inspirada no Java, o que me faz sentir em casa quando programando.
É isso! Um grande abraço do Ved

Mario Junior