Tag Archives: Opinião

Newsletter enviada hoje aos membros do VXTra.org

Saudações pessoal!

Algumas informações do mundo do VXTra.org.

=======================================================================

1. Artigo fresquinho
Quero largar meu emprego! Será que consigo?
Resumo: Vou aqui fazer um exercício, no qual vou me imaginar trabalhando em uma empresa e completamente insatisfeito com o meu trabalho atual. Pode ser que eu goste da empresa, tenha uma remuneração adequada, tenha boa relação com meus colegas de trabalho, tanto os de cima quanto os de baixo. Pode ser que eu deteste um ou mais destes. O fato que merece atenção aqui é: eu estou insatisfeito e me é um aborrecimento cada vez maior levantar de segunda a sexta (às vezes sábado e até domingo) para ir ao escritório da empresa. Preciso mudar e preciso desta mudança rapidamente, antes que eu comece a tomar atitudes que me queimarão como pessoa e profissional. Sei que o mercado no qual atuo (desenvolvimento de sistemas) está repleto de oportunidades para pessoas corajosas e organizadas. Eu sonho em ter mais liberdade, decidir em qual horário trabalhar, decidir para quem trabalhar, poder falar de igual para igual com quem provê minha renda, ser mais respeitado… uau: este mundo existe? Sim, sei que existe e quero ir para lá.

Leia o artigo completo aqui: http://www.vxtra.org/carreira/quero-largar-meu-emprego-sera-que-consigo/

Sei que muitos chefes/sócios torcerão o nariz, mas todos devem ter a sua oportunidade! Este artigo foi escrito para o vedovelli.com.br porém achei mais justo publicar primeiro no VXTra.org e uma semana após, no vedovelli.com.br.

=======================================================================

2. Temos um FORUM! Quer dizer: temos e não temos

Adquirimos um software muito bom chamado IP Board (http://www.invisionpower.com/products/board/) e já pode ser acessado em http://forum.vxtra.org. Ainda não o colocamos em operação pois precisamos integrar o cadastro do forum com o do nosso sistema de membership. Mas saibam que em breve teremos nosso próprio grupo de discussão! (dúvidas banais estão proibidas)

=======================================================================

3. Palestra gratuita neste sábado

Farei uma palestra neste sábado as 14h (horário de Brasília), online através do Treina Tom (www.treinatom.com.br). É só acessar e participar. O assunto é o FXG, que é um formato XML para declarar gráficos e utiliza-los na plataforma Flash. Falando mais claramente, é com ele que conseguimos criar belas skins para nossos componentes em Flex. #prontofalei

=======================================================================

4. Curso de Flex

Na semana que vem, mais especificamente na segunda-feira 14, se iniciará meu curso de Flex pela E-genial. Assim, se vc ou algum conhecido quiser entrar no mundo do Flex, aprendendo desde os conceitos básicos de desenvolvimento de interface de sistemas até técnicas avançadas específicas do Flex, matricule-se! Serão 20 horas aula, sempre das 19h as 21h, 3 vezes por semana. As aulas serão gravadas, para vc assistir quantas vezes quiser. Muito útil para quem não pode participar no horário da aula ao vivo.

Mais informações em www.egenial.com.br/flashplatformweb

=======================================================================

5. Terceira turma do curso Flex Frameworks

Tem sido um sucesso a cada turma! Para quem já tem fluência em Flex mas precisa melhorar seu desempenho, organização e padronização, o curso é altamente recomendado! São apenas 2 sábados com total de 8 horas/aula e os frameworks abordados serão o Swiz e o Mate.

Mais informações em www.egenial.com.br/swizmate

=======================================================================

6. Utilidade

Se você pensa que as informações contidas nesta mensagem são úteis para alguém, por favor encaminhe. Se por outro lado esta mensagem lhe encheu o saco, me avise! Está em nossos planos adquirir um sistema de controle de mala direta, com um opt-out bem moderno e fácil de usar! \o/

=======================================================================

Abração do Ved

Flash Catalyst: num sei não…

Primeiro de tudo: por que Flash Catalyst e não Adobe Catalyst ou ainda Flex Catalyst? Essa indagação eu vi num post de um blog gringo e me fez pensar. Se o software é voltado para gerar MXML, então o nome oficial está em desacordo. Particularmente eu gostava mais do Thermo.

Mas isso é o de menos. Eu digo que “num sei não” no intuito de especular. Ainda não testei o Catalyst, apenas assisti ao Screencast da DClick. Meu primeiro receio é que o código gerado pelo Catalyst seja sujo e pesado. Com o advento da Programação Orientada a Objetos, peguei um grande apreço por códigos bem escritos, o que me faz execrar qualquer software que escreva lixo desnecessário (vide os States no Flex Builder 3).

Outra coisa que me deixa com o pé atrás, é que claramente a Adobe tenciona aproximar os Designers não programadores do mundo do desenvolvimento RIA com Flex. Bem, quem realmente conhece o Flex sabe que o design exige apenas uns 20% de sua expertise, sendo que os demais 80% são pura programação, principalmente em Actionscript 3. Assim, considero uma possibilidade remota um software que monta o sistema a partir de arquivos do Photoshop, Fireworks e Illustrator gerar códigos completos e otimizados. Eu gosto de ter total controle sobre todos os elementos de minha interface e o layout está incluido. Mesmo que o Catalyst seja uma mão na roda, se não gerar os MXMLs e os AS3s de forma impecável, eu não vou usar!

Será que não seria uma oportunidade de revanche para os Sobrinhos que fazem página??? Espero que não, pois quando o mercado fez sua seleção natural, respirei aliviado e não gostaria de ver isso acontecer novamente.

E a sua opinião?

Java? Jaaaaava? Jaaaaaavaaaaaaaaaa!!!

Um camaradinha meu veio me perguntar se eu considerava importante investir no aprendizado de Java. Como adoro dar meus pitacos, falei para ele minha opinião e aproveitei para estendê-la (sim, minha opinião É orientada a objetos =D) a você, fiel leitor.

Sim, considero muito importante saber Java, mas não essencial. Vamos analisar as 3 situações apresentadas abaixo:

  • Você quer trabalhar para uma grande corporação – neste caso, quanto mais Java você souber, maior será seu salário. Em SP gurus de Java são disputados a tapa pelas empresas recrutadoras. Hoje mesmo ouvi dizer que na Europa existe uma boa demanda por profissionais Java e não tenho dúvidas que nos EUA também haja. A linguagem em questão é robusta, direcionada a aplicações de grande porte e já nasceu para ser assim, então, é natural que as empresas a adotem como linguagem server-side.
  • Você é bem criativo e tem idéias para fazer um ou mais produtos próprios – num caso como este, eu nem perderia meu tempo em olhar para o Java, pois o que eu preciso é de rapidez, tanto no aprendizado quanto no desenvolvimento. Minha escolha neste caso seria o Ruby on Rails, pois está provado que é a solução mais eficiente para um desenvolvimento rápido e escalonado, com fácil manutenção posterior. Eu olharia com atenção também para o Coldfusion, pois se você sabe Flex já está acostumado com a documentação das tecnologias by Adobe e com isso vai ganhar tempo. Ambas as comunidades de desenvolvedores são muito abrangentes e apaixonadas pela tecnologia.
  • Você quer se tornar um especialista em Flex (EU!!!!) – neste caso não vai ter jeito: você terá que aprender um pouco de tudo e ganhar os projetos como sendo um especialista em Flex. Seu negócio é a interface e sua integração com o backend. Não será fácil, pois a maioria das vagas por aí exige que se seja especialista em tudo (front e backend), o que é um erro. Como o Flex se comunica com qualquer linguagem de desenvolvimento web, é conveniente que se saiba pelo menos um pouco de cada. Digo isso pois a integração do lado Flex, com o RemoteObject é praticamente igual, qualquer que seja a linguagem de servidor escolhida. Mas a camada AMF não. Então, no mínimo dos mínimos deve-se saber que WebORB atende .NET e PHP, alem de Java e RoR; que AMFPHP é exclusivo para PHP, que o Ruby on Rails tem o RubyAMF e assim por diante.

Se você é da turma FLEXível, já começou com o pé direito escolhendo uma das melhores plataformas para desenvolvimento de user interfaces. Já o seu futuro no lado do servidor, vai depender do tipo de trabalho que vc fará no dia-a-dia e acredite: vale a pena planejar sua carreira e focar nela. Eu só entendi isso depois que encontrei o Flex, ao qual dedico meus estudos a quase 2 anos.

Um grande abraço do Ved

Salário: custo ou valor?

Estava eu a conversar agora mesmo com o sempre agradável Antonio Slompo, que veio comentar via MSN o post sobre mercado de trabalho e vou colocar aqui o que conversamos.

Eu comentei com ele que fechei um contrato com uma empresa que me contratou para algumas horas diárias e abri o quanto me pagarão por mês. Ele ficou impressionado e disse se tratar de um excelente fee. Então eu disse para ele analisar friamente e me responder se realmente considerava uma boa quantia, ao que ele respondeu que não.

Constantemente comparo os mercado de São Paulo e Belo Horizonte, cidades que conheço muito bem. Aqui em BH, as empresas consideram o funcionário como despesa ao passo que em SP o consideram, mesmo que ainda de forma tímida, como um recurso.

Agora vejamos, fazendo o exercício de se colocar no lugar do empregador. Digamos que vc contratou um profissional muito bom. Ele é reconhecidamente fera no que faz e vc o está pagando, digamos, R$6.500,00 por mês. Esse valor pode ser visto como um custo ou um valor. Um custo onera seu fluxo de caixa e um valor lhe traz retorno financeiro. Transformar essa quantia investida depende mais de vc, empregador, do que do funcionário contratado.

Se você é organizado, visionário, transparente e concorda em fazer sua parte, se integrando constantemente à equipe, consegue fazer este funcionário lhe render mensalmente 3 ou 4 vezes o valor que investe. Se, por outro lado, sua postura é sentar-se tranquilamente em sua cadeira e esperar que o funcionário faça milagres, sem sequer se preocupar como anda o dia-a-dia deste funcionário, ele trabalhará insatisfeito, produzirá menos e então vc passará a ter um custo, uma vez que o retorno trazido por este mesmo funcionário ficará aquém das expectativas.

Você é dono de empresa porque tem algo que os demais não tem. Tem uma habilidade específica e por isso precisa se dedicar às prospecções, administração, fluxo de caixa e inumeras outras coisas que são inerentes a sua posição. Mas também é preciso administrar as pessoas, para que consiga fazê-las lhe dar lucro. Acontece que não se pode esperar que o funcionário faça a sua parte (a do empregador), pois se ele tivesse esta habilidade, não seria funcionário e sim patrão.

Não é demais exigir do funcionário alto (ou até extremo) desempenho dentro daquilo em que ele é bom. Geralmente um programador não é analista. Ele sabe programar, mas não planejar. Este é o erro mais comum. Então, porque não contratar um analista de negócios para planejar e entregar o projeto, casos de uso, especificações técnicas de desenvolvimento para o programador fazer a mágica? O trabalho certamente será feito em 1/3 do tempo e todos ganharão com isso, principalmente sua empresa, que poderá pegar novos trabalhos, até mesmo do cliente que vc acabou de deixar satisfeito.

A chave é essa: analisar a necessidade de recursos humanos, contratando-os sem economizar e deixar bem claro a cada um seu papel, tanto no projeto quanto na empresa. Com isso, seu sucesso estará quase garantido.

Bora refletir?

Um grande abraço,

Ved

Ah se não fosse o pinguim!

Tem certas coisas (aliás, muitas…) que não se pode fazer com o Windows. Não porque não seja recomendável, mas porque simplesmente não é possível. Levantar uma base de dados MySQL, que seja maior do que 10Mb é uma delas e é a que mais me dá problema. Já tentei HeidiSQL, phpMyAdmin, Toad, MySQL Console e o c*** a quatro e nada de conseguir. Nem que estivesse disposto a esperar 2 dias para levantar a tal base de dados (e acredite: eu não estou!) eu conseguiria, pois em determinado momento o software trava (caso do Heidi e Toad) ou o PHP dá timeout, no caso do phpMyAdmin.

Felizmente tenho em minha máquina um dual boot com o Ubuntu instalado como segundo (a caminho de virar primeiro) sistema operacional.

Essa semana, devido ao início do trabalho na nova empresa, foi necessário levantar uma base de dados localmente. Não tão grande (97Mb) mas com mais de 1 milhão e meio de registros, o que tornava a operação mais complexa. Tentei no Windows e nada… confesso que num arroubo de compreensão eu cheguei a esperar 19 minutos para ver se o software voltava à vida, com a boa notícia de sucesso. Mas nada: não chegava a 1/3 dos dados.

Decidi então botar um fim à palhaçada e reiniciar a máquina, acessando dessa vez meu poderoso Linux. Bem, foi abrir o console, navegar até o diretório onde estava meu arquivo .sql e digitar o mágico comando mysql -hlocalhost -uroot -pxxxxx banco_de_dados < dump.sql e em alucinantes 3 minutos (sim, eu disse três minutos) todos os 1 milhão e cacetada de dados estavam prontinhos para utilização.

Para fazer chegá-los até o windows, simplesmente copiei a pasta com o nome do banco de dados que estava em /var/lib/mysql para a minha pasta de armazenamento do MySQL no Windows e voilá: tudo funcionando!

É… é questão de tempo até eu adotar o pinguim como meu sistema principal!

Grande abraço a todos!

Ved

É preciso estar com a mente aberta para o novo

Eu AMO PHP! Isso é fato! É a linguagem de programação que me colocou no mercado e que me fez fascinado pelo mundo da codificação! Qualquer coisa que eu precise, basta pesquisar no php.net que eu encontro. 10 vivas ao PHP.

Flex é a mesma coisa. A documentação nem é tão boa quanto a do PHP mas é excelente. Um verdadeiro curso sobre ActionScript e o MXML.

Neste quase 3 meses que estou em São Paulo e trabalhando naquela empresa de telecomunicações, tive contato diário com Java e seus programadores, que eu pensava serem xiitas até a morte, mas pelo que pude entender são apenas programadores de verdade, que seguem à risca os best practices e não gostam de gambiarra. Pois bem: essa convivência com a tecnologia me fez ficar bem curioso com tanta falação (sic) sobre ela. E fui pesquisar.

Passeei pela net e fui prestar atenção num artigo da Adobe, o qual li, reli, imprimi e fui tentar reproduzir na vida real. Para a minha surpresa, consegui de primeira, mérito – em partes – do ambiente Java que eu já tinha na minha máquina devido a exigências do meu emprego.

Fiquei pasmo com a simplicidade com que o BlazeDS conversa com o Flex, traduzindo os dados passados pela classe Java para classe Flex e vice-versa. Com poucos códigos eu já tinha uma operação completa de CRUD funcionando bem rapido.

Mas o que me inspirou a escrever este post foi o fato de que hoje eu acordei passando muito mal e decidi ficar em casa para me curar. No final da tarde eu melhorei, mas não tive disposição para ir para o emprego e fiquei aqui para terminar um sistema Flex + PHP que eu tava enrolando a tempos para fazer.

E me peguei digitando linhas e mais linhas de códigos PHP até me sentir cansado. Nessa hora fiquei imaginando como eu faria em Java etc. e tal e me deu vontade de escrever este post.

Sei que muitos vão dizer que a maioria das coisas que o Java faz o PHP tbem pode fazer, que existem frameworks para PHP e blá blá blá e por isso já abri o post mencionando que eu amo PHP. Para coisas simples e rápidas não tem linguagem melhor. Mas não se pode fechar os olhos para o fato de a Adobe, mesmo tendo sua própria tecnologia server-side, ou seja, o Coldfusion, apoia abertamente o desenvolvimento de Flex com Java: vide BlazeDS e o Live Cycle Data Services. Outro fato muito relevante é que o Actionscript 3 é praticamente um filho do java, tendo sua sintaxe muito parecida.

Pois bem, o fato é que animei de vez a aprender Java para integração com o Flex e agora ninguem me segura.

E tenho dito…

Ved